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Teste de esquemas de Young: 18 chaves para relacionamentos saudáveis

Em resumo: Os esquemas iniciais desadaptativos são modelos de pensamento e de comportamento enraizados na infância que sabotam, sem que você perceba, seus relacionamentos amorosos e seu bem-estar emocional. Nascidos de experiências dolorosas como a carência afetiva ou a rejeição parental, esses dezoito padrões disfuncionais funcionam como “óculos” que deformam a maneira como você enxerga as relações. Uma autoavaliação permite identificar seus cinco esquemas dominantes entre categorias como abandono, desconfiança, privação emocional ou defectividade. Essa tomada de consciência é essencial para entender por que você se sente insatisfeito mesmo quando tudo vai bem, por que teme o abandono ou por que se sacrifica o tempo todo pelos outros. Uma vez identificados, você pode começar um trabalho concreto de transformação, explorando a origem desses esquemas e desenvolvendo estratégias para superá-los, rumo a relacionamentos mais plenos.

Esquemas de Young: identifique seus 18 esquemas iniciais desadaptativos

Você se pergunta por que tem tanta dificuldade em construir relacionamentos plenos e duradouros? Por que se sente sempre insatisfeito, mesmo nos seus momentos de felicidade? A resposta pode estar nos seus esquemas iniciais desadaptativos, esses modelos de pensamento e de comportamento fixados desde a infância.

No artigo a seguir, falo dos esquemas iniciais que se repetem. Se você se reconhece neste tema, também escrevi um livro sobre o assunto, Nossas feridas arcaicas, caso queira se aprofundar.

Reconhecer os 18 esquemas mais salientes em você e entender melhor as origens deles é o que permite, enfim, tomar consciência das suas feridas emocionais profundas e iniciar um trabalho de cura.

O que é um esquema inicial desadaptativo?

Segundo o psicólogo Jeffrey Young, os esquemas iniciais desadaptativos são “temas ou modelos emocionais e cognitivos profundamente enraizados, que se formaram durante a infância e se perpetuam ao longo da vida”. Eles influenciam de modo inconsciente nossos pensamentos, nossas emoções e nossos comportamentos dentro dos relacionamentos.

Por exemplo, o esquema de “desconfiança/abuso” pode levar alguém a esperar sempre o pior do parceiro, tornando impossível qualquer relação de confiança. Já o esquema de “autossacrifício” pode fazer com que a pessoa se anule constantemente pelos outros, em detrimento das próprias necessidades.

Como explica nosso artigo sobre os 18 esquemas de Young, esses padrões disfuncionais costumam ter origem em experiências dolorosas da infância, como carência afetiva, abusos ou rejeição parental. Eles se tornam então os “óculos” pelos quais você passa a enxergar o mundo e as relações. Detalho esse ponto no Guia prático de TCC.

Por que fazer esse balanço dos esquemas de Young?

Identificar os próprios esquemas iniciais desadaptativos é uma etapa decisiva para se compreender em profundidade e iniciar um trabalho de transformação pessoal. Isso permite, entre outras coisas:

  • Tomar consciência das origens das suas dificuldades relacionais e emocionais
  • Se conhecer melhor e aceitar suas fragilidades
  • Desenvolver mais autocompaixão e gentileza consigo mesmo
  • Colocar em prática estratégias para superar os esquemas mais disfuncionais
Como mostra o artigo sobre o apego ansioso e evitativo, nossos esquemas influenciam muito o estilo de apego e o modo de funcionar dentro de um relacionamento. Entendê-los melhor é, portanto, essencial para construir vínculos que nutrem.

Como funciona a avaliação dos esquemas de Young?

A avaliação dos esquemas de Young é um questionário de autoavaliação, feito on-line e de forma confidencial. Ele traz 90 afirmações que você avalia numa escala de 1 a 6, conforme seu grau de concordância.

Os 18 esquemas iniciais desadaptativos avaliados são os seguintes:

  • Abandono/Instabilidade
  • Desconfiança/Abuso
  • Privação emocional
  • Defectividade/Vergonha
  • Isolamento social/Alienação
  • Dependência/Incompetência
  • Vulnerabilidade ao dano
  • Emaranhamento/Self subdesenvolvido
  • Fracasso
  • Arrogo/Grandiosidade
  • Inibição emocional
  • Padrões inflexíveis
  • Autossacrifício
  • Busca de aprovação e de reconhecimento
  • Negativismo/Pessimismo
  • Punição
  • Autocontrole insuficiente
  • Apego defeituoso
  • Ao final, você obtém um perfil detalhado dos seus 5 esquemas mais desenvolvidos, com caminhos para compreendê-los e superá-los.

    Como aproveitar os resultados?

    Uma vez identificados seus esquemas, você pode começar um trabalho de introspecção e de transformação apoiando-se em recursos como nosso artigo sobre os 18 esquemas de Young. Lá você encontra explicações detalhadas sobre cada esquema, além de orientações concretas para enfrentá-los.

    Por exemplo, se o seu esquema dominante for o de “abandono/instabilidade”, você poderá aprender a desenvolver mais segurança interna e a superar o medo de ser deixado. Ou, se apresentar um forte esquema de “defectividade/vergonha”, poderá trabalhar sua autoestima e sua autocompaixão.

    Vale também analisar suas conversas de WhatsApp para identificar os padrões de comunicação que denunciam seus esquemas. Isso ajuda a entender o impacto concreto deles nos seus relacionamentos.

    Por fim, se quiser, você pode consultar um psicoterapeuta TCC como eu para acompanhá-lo nesse trabalho de transformação profunda. Juntos, podemos explorar seus esquemas com mais cuidado e montar estratégias adequadas.

    Comece agora a se compreender em profundidade. Sua realização pessoal e relacional depende disso!

    Gildas Garrec, psicoterapeuta TCC

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    Perguntas frequentes

    Como funciona a avaliação dos esquemas de Young?

    Ela identifica seus 18 esquemas desadaptativos. O questionário foi pensado para oferecer uma leitura rápida e confiável, baseada em critérios clínicos validados.

    Essa avaliação é confiável para diagnosticar os esquemas de Young?

    O questionário se apoia em escalas clínicas usadas em TCC e em psicologia clínica. Ele não substitui um diagnóstico profissional, mas é um primeiro indicador valioso para orientar uma consulta.

    O que fazer se o resultado indicar uma pontuação alta?

    Uma pontuação alta sugere que uma consulta com um psicoterapeuta ou um psicólogo pode ser benéfica. A TCC oferece protocolos eficazes para trabalhar essas dimensões em 8 a 16 sessões.

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    À propos de l'auteur

    Gildas Garrec · CBT practitioner

    Psychopraticien certifié en thérapies cognitivo-comportementales (TCC), auteur de 16 ouvrages sur la psychologie appliquée et les relations. Plus de 900 articles cliniques publiés sur Psychologie et Sérénité.

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